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Iya

Sagrado útero provedor, Sacro em demasiadas religiões, Dilacerado em tantas regiões, Mutilado ventre, Mãe.
A fêmea-dia circunscrita na carne, Da noite. Aurora de todas as mulheres. A Ceres, frutífera, pare o homem para o mundo. Para a guerra, Para o medo, Para o púlpito, Das religiões de amor, Demasiadamente desamorosas.
O ventre preto, Indígena, Mestiço, Parindo meninos a serem engolidos, Pelo sistema.
Deixando filhos, Nas creches, Escolas, Biqueiras, Orlas.
Maria esvanecida, Trará o teu Jesus preto nos braços, Assassinado, Pelo mesmo Estado, Sanguinário.  Pôncio Pilatos, armado de metralhadoras AK-47 Assassinado é o fruto do teu ventre, Mãe. 
Não podes tirá-lo, Poupá-lo, És ventre controlado, Incubadora do Estado. Parindo crianças a serem deglutidas neste mundo, Desventurado.
Onde jaz o macho-noite, senão, desvirginando fêmeas, Desgraçando a aurora das mulheres. Vagando ao longe, Grande, das irresponsabilidades inerentemente, Abdicadas.

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